FAKETOWN -- um mundo além do arco-íris

Você sabe onde fica FakeTown? Não adianta ter GPS, não adianta procurar no GoogleEarth, não adianta procurar em nenhum Atlas. Ainda assim, pra que você se localize, pense que FakeTown fica à direita de Tlön e à esquerda de Uqbar. E, enfim, sendo um lugar que nunca está, talvez seja um lugar que nunca será.

10.21.2004

Debate: O destino do Radium Hotel

Debate
O destino do Radium Hotel

Resolvida uma questão na Justiça com ex-funcionários, a posse do lendário Radium Hotel, em localização privilegiada de Guarapari, é do Governo do Estado. Na bolsa das opções, está bem cotada a destinação do espaço a projetos culturais.

A favor Orlando Lopes - Poeta, mestre em Estudos Literários e professor universitário em Guarapari.
Contra J.C. Monjardim Cavalcanti - Jornalista e ex-presidente da Empresa Capixaba de Turismo (Emcatur)

Artigos na íntegra

10.20.2004


mais penduricalhos fagiáceos... Posted by Hello

Censo mostra que professor brasileiro tem perfil jovem

Censo mostra que professor brasileiro tem perfil jovem
(Info Inep, 61)

Dos professores que atuam na educação básica, 74,4% têm até 44 anos de idade, sendo que 35,8% estão na faixa etária de 35 a 44 anos, 31,4% têm de 25 a 34 anos e 7,6% estão na faixa de 18 a 24. A sala de aula é um espaço ocupado majoritariamente por mulheres, que somam 84,1% dos profissionais da educação. É o que revelam os dados preliminares do Censo do Professor, realizado pelo Inep e respondido por cerca de 1,7 milhão de docentes de todo o País, em 2003. Os números completos do levantamento serão divulgados na segunda quinzena de novembro. (...) A carga horária de trabalho de 51,2% dos docentes que responderam ao levantamento é de até 20 horas semanais, 18% dedicam entre 21 e 30 horas às atividades em sala de aula e 12,6%, de 31 a 40 horas. Clique aqui para acessar as tabelas.

10.19.2004


[digitofagia] Manifestação Av. Jornalista Valdimir Herzog
Alguém tem mais informações a respeito? Posted by Hello

Id-entitas: Manifesto-Herzog

Quem é o cara na foto? Só não digo que é o Alexandre Curtiss porque a mochila é colorida...

10.18.2004

Stand by

Por hoje, não sei se consigo mais voltar ao teclado. Sigo pra Vix no próximo buzão (nunca, mas nunca confunda com "avião"... ;-). Amanhã atualizo e me ponho a par das novas coisas... Havendo conexão em outros cantos, vai ver que eu volto pra mais um conto.

Indo,

Orlando

POÉTICA

POÉTICA
arte? É uma família de fantasmas antepassados.

o resto? não é belo nem pálido
não é contra, não é salto
é remédio (ainda) desencontrado

poesia? é uma amiga que sobrevive longe, e às vezes manda lembranças.

o resto? não tem importância (ainda que assim a vida não se faça), é uma coleção de fatos,
é o gosto sem espaço, pingo sem i, puro traço gasto: descansaço: bafo: o enésimo dia do barro

poeta? é uma mão que embaralha as vistas tão claras do homem. mas é também o inverso: quimera racionalizada.

o resto? é a outra mão que (trapaceira) soletra o mundo, cantárida desastrada

poema? é o centro momentâneo do universo.

o resto? é a órbita escusa: é o que não tem musa (é o que desencanta e desconversa). cores dissimuladas, sincronias mórbidas, bocas descaradas. desdesígnio. antiinsígnia. redesvio

: vida atraversada
: desidério

desafio


(Orlando Lopes)

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS
I SEMINÁRIO SOBRE O AUTOR CAPIXABA

18 a 22 de outubro de 2004
Local: Departamento de Línguas e Letras, UFES

da Justificativa:

"O presente seminário tem várias finalidades que o justificam.
Em primeiro lugar, trata-se de iniciativa pioneira no sentido de desenvolver um amplo mutirão de análise da literatura produzida (sobretudo hoje) no Espírito Santo, com tratamento acadêmico aprofundado de cada tema.
Em segundo lugar, pretende-se atrair para o estudo da obra de autores capixabas alguns graduados do programa de mestrado da Ufes (e quem sabe de outras instituições), levando-os a aplicar à análise da produção local os conhecimentos ali adquiridos.
Em terceiro lugar, espera-se que essa experiência possa criar, nesses estudiosos, o hábito de esquadrinhar a produção local em trabalhos ulteriores, e também, pelo exemplo e pelo apelo, influenciar outros estudiosos a seguir-lhes o exemplo.

Assim, o presente seminário tem como propósito básico não só promover um fórum de reflexão e debate sobre a literatura local como também estimular a criação de uma vertente permanente de análise dessa literatura, com responsabilidade mas sem bairrismo nem ufanismo. Pretende-se, também, evidenciar com este projeto que a análise crítica é um processo reciprocamente enriquecedor: tanto se beneficia o autor estudado quanto o crítico que o estuda."


Da Programação:

Segunda, 18
Manhã (9h) Oscar de Almeida Gama Filho Metacrítica
Tarde (14h) Poesia contemporânea 1
Inês Aguiar dos Santos Neves Oscar Gama Filho
Pedro Antonio Freire Orlando Lopes
Sara Novaes Rodrigues Roberto Almada

Noite (19h) Mesa de autores 1 (poesia)

Miguel Marvilla, Orlando Lopes e Waldo Motta

Pra encerrar fazendo-jabá:

O retorno do sacana Orlando Lopes: aumentando o leque dos convivas

PEDRO ANTONIO FREIRE
Mestrando em Estudos Literários (UFES)

No capítulo anterior, “O sacana Orlando Lopes numa homenagem à trois” (trabalho apresentado no II Congresso Vale a Escrita – PPGL/UFES), o flerte proposto – o poeta, a poesia e a crítica literária – não passou de um intróito a respeito dessa “ré-lação”, pra lá de efêmera. Agora, com um pouco mais de leituras sobre esses corpus ardentes, este pretende alcançar um número maior de interlocutores para aprofundar-se no ritmo dissoluto do livro Hardcore blues: apocalyptic songs, de autoria do próprio, como uma “fábula gótica” pós-moderna de esbarros e esporros entre personas camaleônicas: signos em rotação e transla(da)ção.


Reunião entre Articuladores / MinC - 25/10/2004

Circulando na lista BAC...

Proposta de Pauta para o dia 25/10
Reunião entre Articuladores e pessoal do MinC.


1 - Exposição das propostas: Articuladores expõem seus conceitos, propostas e o trabalho já realizado para o projeto dos Pontos de Cultura; o pessoal do Minc expõe igualmente sua visão do que é esperado dos Pontos de Cultura. Depois das apresentações abre-se um rápido debate.

2 - Exposição sobre métodos de trabalho: Articuladores explicam seu modo de trabalhar e MinC explica seu modo de trabalhar, e tenta-se chegar a um entendimento.

3 - Discussão do organograma de trabalho: Apresentação dos responsáveis por cada área entre os articuladores e dos responsáveis por cada setor no Ministério, buscando clarear as comunicações e estruturar a interface humana de trabalho. Um "quem é quem" geral do projeto, pra deixar tudo claro.

4 - Plano de trabalho: Demandas do Minc (e prazos) sendo colocados, articuladores dizendo que demandas eles conseguem suprir, ou não, dentro dos prazos apresentados. É o momento de deixar claro quais as responsabilidades dos
articuladores, e o que eles vão receber em troca por isso. É também o momento de
tirada geral de dúvidas que existem a respeito do projeto.
4.1. [Leo Germani, 18/10/04:] Demandas do Minc... Por exemplo, a preocupação com a estrutura de suporte, que é crucial mas ainda não parece estar avançada no MinC.

5. Outros: [Alexandre Freire:] outras coisas que nos achamos sobre o projeto e o futuro dele, os proximos editais, metodologia de implantacao, pesquisa e desenvolvimento, copyleft e colaboração, samba, rock'n'roll e xemele.

Daniel Duende Carvalho

> > > > Blog - http://newalriadaexpress.blogspot.com
> > > > Orkut - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16031243622865224309



Secos & molhados

Em 18/10/2004, Leo Germani assuntou que pretende levar camera pra registrar;

PROGRAMA DIGITOFÁGICO - 18/10/2004

19:00 - Netgrrlls! O ciberfeminismo no BrasilParticipantes
Tati (Cyberlace.org) - Brasil/Holanda
Fernanda Welden (Gnurias) - São Paulo
Renata Aquino - São Paulo CMI - Brasília/BH
Marie-Christiane Mathieu (Ontogenetic.org) - Montreal
Fernanda Sunega (coletivo Palmarino)

Pô-gramas: Documentário "Mirante Mercado Cultura popular e sobrevivência nas ruas de Maceió"

Mirante Mercado Cultura popular e sobrevivência nas ruas de Maceió.
Telefilme Documentário, 28 minutos.

O novo documentário de Hermano Figueiredo: Mirante Mercado, realizado pela Ideário Comunicação e Cultura, será lançado no dia 21 de outubro, na Oficina Cultural Sebrae, Jaraguá, às 20 horas. Mirante Mercado mostra uma cidade viva, onde tudo é movimento, cores, sons e atitudes. Apresenta o mundo das ruas e das pessoas criativas, que arranjam maneiras para sobreviver sem perder a alegria de ser. Os personagens focados são vendedores ambulantes, carroceiros, amolador de tesouras, cordelista, trabalhadores que estão nas ruas e têm o mérito de transformarem a precariedade em inventividade. A abordagem é ao mesmo tempo poética, documental, mosaico de imagens, associações semióticas, depoimentos, atitudes mostrando as contradições, buscando possíveis intersecções entre o ato de criar, o ato de vender, e também a miragem de um espaço mercadológico para o artista popular. O filme foi realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura / Prefeitura Municipal de Maceió e já tem garantida a sua exibição na TV Cultura de São Paulo no mês de novembro. Entrada: Gratuita.

As primeiras graças chegam ao Fagia Posted by Hello

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10.17.2004

Soft para iniciante facilita edição de vídeo digital

17/10/2004 - 10h46
UOL Informática

Soft para iniciante facilita edição de vídeo digital da Folha de S.PauloA Adobe (www.adobe.com.br) está lançando uma versão simplificada de seu programa de edição de vídeo profissional, o Premiere, seguindo estratégia adotada pela Pinnacle e pela Apple. O novo software, que se chama Premiere Elements e foi testado com exclusividade pela Folha, se destina ao usuário doméstico que tem uma câmera e deseja fazer filmes.

Artigo completo...

10.16.2004

Pirataria nas faculdades

Uma outra coisa intrigante é a cultura da xerox na universidade e a incapacidade de se desenvolver um mercado editorial descentralizado no Brasil. Feita sob medida para o jeitinho brasileiro, a xerox impera na vida de quase todos os universitários. Desta vez, lá-ali em Brasília, "Os policiais verificaram que estudantes seguem obtendo cópias reprográficas de livros para fundamentar seus estudos – muitas vezes, a partir de orientação de professores". Apesar de ser apontado como cúmplice ou, mais, aliciador desse tão desavergonhado tráfico, não vou ficar chorando essas pitangas velhas... E quem quer piratear xerox quando pode ter uma biblioteca digital?

Há todo um acervo bibliográfico, de uma produção editorial mais-que-centenária com ciclos e picos, concentrações e distensões temáticas, políticas, ideológicas e estéticas, e a representação do pensamento de uma cultura ainda hoje enigmática, no conjunto das enigmáticas culturas dos países cá-de-baixo. Quantas pequenas editoras pulsaram breve ou longamente na história brasileira (e muitas vezes projetos de uma vida inteira, ou várias), e hoje vivem apenas temendo o mofo, as traças, o esquecimento?

O Walter Benjamin falou aquele tanto sobre a reprodu-duti-titi-bilidade (ô karma de palavra-ruim, seu!), sobre a "aura" estética, a originalidade na arte moderna, e não é raro ver quem ilustre a questão usando como exemplo a fotocópia. Ela se tornou paradigmática de um sistema mecânico de propagação da informação: quanto mais cópias existirem entre o original e o exemplar de uso, menos legível este será. Todo mundo sabe que copiar uma xerox de uma xerox de uma xerox uma hora acaba chegando ao zerox de informação útil. Mas vá lá, nesse caso, que a idéia de custo/benefício possa servir de base pra se estabelecer possibilidades de reprodução parcial ou integral de uma obra ou de um conteúdo editorial.

Agora, e sobre a mutilação editorial a que nos obrigamos submeter nossos acervos pessoais? Sim, os professores são coniventes com a xerox porque precisam compartilhar aquilo que estão lendo, muitas vezes a partir da única cópia disponível naquela faculdade ou universidade. Além disso, muito mais grave que o desconforto da diminuição na qualidade em relação ao impresso é a descontextualização de informações muitas vezes fundamentais para o contexto de leitura planejado. A discussão sobre o mercado editorial quando se desvia para um tema desses pouco tem a fazer (ou pouco tem feito até agora) no sentido de colaborar para a preservação do acervo editorial nacional e sua reintegração, como patrimônio público ou privado, nas relações de consumo cultural.

O Jack London tá abrindo um lance novo, empresona, e isso talvez ajude a definir um nicho editorial valioso para o Cultura Viva: o de editoras às quais, por uma razão ou outra, dificilmente se tem acesso. Eu não faço idéia de quantas editoras já existiram no Brasil, nem quantas hoje vivem o limbo de arquivos e prateleiras esquecidas. Mas não acho que elas sejam tão poucas assim, nem que não nos reservem boas surpresas. Como é que chegamos perto delas?

Mas tudo bem, duvido que continuaremos acorrentados às velhas xerox-criminosas... Tudo bem que ainda falta um tanto pra gente ter bases de informação menos complicadas e mais compatíveis umas com as outras, mas muitos programas educacionais poderiam se beneficiar de maneira mais sistemática do acesso a informação digital. Ao invés de nos enredarmos nas contradições do mercado-das-cópias, por que não começamos a pensar em maneiras práticas de introduzir o conceito de biblioteca digital na vida de quem tem acesso regular a computadores?

Na esteira do Fagia: BurnStation -- essa moda pega?


[d'après
Veículo: Jornal de Brasília
Título: Pirataria nas faculdades
Data: 15/10/2004 - Brasília DF]


Sistema de freqüência não precisará de computador

Correio do Povo, 15/10/2004 - Porto Alegre RS
Sistema de
freqüência não precisará de computador


O sistema de controle digital de freqüência, que será implantado em 2005 nas escolas públicas, vai distribuir um cartão magnético para que os estudantes dos ensinos Fundamental e Médio possam entrar e sair da escola. Além do controle via cartão, a freqüência será verificada por impressão digital. Segundo o ministro da Educação, Tarso Genro, até o final do próximo ano, entre 60% e 80% das escolas urbanas no país terão o sistema instalado.

Depois de ler essa notinha, fica uma perguntinha que não quer calar: que tipo de informação pode circular nesses cartões, alguém faz idéia? Vai ter um banco (ou vários, integrados) de dados central, não vai? Alguém saberia dizer a possibilidade de aproveitar esse sistema pra ajudar a compor redes de inteligência coletiva (ou equivalentes), ou vamos dar mole e correr o risco de deixar tudo ao alcance do bom e velho BigBrother?


Seminário discute ensino digital em áreas rurais

Correio do Povo, 15/10/2004 - Porto Alegre RS
Seminário discute ensino digital em áreas rurais


O diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação à Distância, do Ministério da Educação, Jean Marc Mutzig, apresentou
ontem, no seminário sobre políticas de inclusão digital, a plataforma de Educação à Distância do Programa de Informática, desenvolvido pelo MEC. Essa plataforma,
que usa software livre, poderá ser adotada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário em comunidades rurais de todo o país.

[procurei informações mais específicas sobre o seminário, mas ainda não encontrei nada...]

10.15.2004

Máquinas Radicais Contra o tecno-Império

Enquanto não começamos a organizar um repositório de textos, alguém a fim de discutir/comentar este? Deixei marcadas as palavras que deu pra relacionar com as estratégias necessárias para o Cultura Viva, poderíamos selecionar algumas e tentar explorá-las...


original: [digitofagia] Máquinas Radicais Contra o tecno-Império

Tradutor Silvio Mieli (do italiano)
texto de Matteo Pasquinelli, ex-Luther Blissett
editor do Rekombinant.org (resistência anti-global, ativismo de mídia, italiano e inglês).

Título: Máquinas radicais contra o tecno-império. Da utopia ao network.

Deleuze e Guattari tiraram a máquina para fora da fábrica;
agora, cabe a nós tirá-la para fora da rede e imaginar uma geração pós-internet.
Por Matteo Pasquinelli - Fonte: Lavoro Cognitivo 13.02.2004 - http://www.rekombinant.org/article.php?sid=2257
Tradução Imediata

Cada um de nós é uma máquina do real, cada um de nós é uma máquina
construtiva.
-- Toni Negri

As máquinas técnicas funcionam, evidentemente, com a condição de não serem
estragadas. As máquinas desejantes, ao contrário, não cessam de se estragar
funcionando; só funcionam quando estragadas. A arte utiliza com freqüência esta
propriedade, criando verdadeiros fantasmas de grupo que curto-circuitam a
produção social com uma produção desejante, e introduzem uma função de estrago
na reprodução das máquinas técnicas.
-- Gilles Deluze, Felix
Guattari, L'anti-Edipo

O que é o compartilhamento dos conhecimentos? Como funciona a economia da consciência? Onde está o general intellect no trabalho? Aproximem-se de um distribuidor automático de cigarros. A maquininha que vocês vêem é a encarnação de um conhecimento científico em dispositivos de hardware e software, gerações de engenharia estratificadas para uso varejista: ela gerencia automaticamente os fluxos de dinheiro e mercadoria, substitui o humano com uma interface amigável, defende a propriedade privada e funciona graças a uma mínima rotina de controle e reabastecimento. Que fim fez o dono da tabacaria? [não entendi...] Às vezes, aproveita o tempo livre. Outras vezes, foi superado pela empresa que possui a cadeia de distribuidores. Em seu lugar, é possível encontrar-se um técnico. Longe de querer imitar o Fragmento sobre as Máquinas de Marx, com um 'Fragmento sobre os distribuidores automáticos de cigarros', esse exemplo mostra que as teorias do pós-fordismo tomam corpo ao nosso redor. E que as máquinas materiais ou abstratas construídas pela inteligência coletiva estão concatenadas organicamente aos fluxos da economia e das nossas necessidades. Fala-se de general intellect, mas seria preciso falar-se nisso no plural. As formas da inteligência coletiva são múltiplas. Algumas podem se tornar formas totalitárias de controle, como a ideologia militar-administrativa dos neocons bushistas ou do império da Microsoft. Outras, ainda, encarnam-se nas burocracias sociais-democráticas, nos aparatos de controle policial, na matemática dos especuladores de bolsa, na arquitetura das cidades (passeamos todos os dias sobre concretizações da inteligência coletiva). Nas distopias de 2001 Uma Odisséia no Espaço e de Matrix, o cérebro das máquinas evolui em autoconsciência até se livrar do humano. As inteligências coletivas "do bem", ao contrário, produzem redes internacionais de cooperação como as redes do movimento global, dos trabalhadores precários, dos que desenvolvem softwares livres, do midiativismo, dos que produzem a partilha dos conhecimentos nas universidades, das licenças abertas tipo "Creative Commons" e ainda dos planos urbanísticos participativos, das narrações e dos imaginários de libertação. A partir de uma perspectiva geopolítica, poderíamos nos imaginar em uma das paranóias de ficção científica de Philip Dick: o mundo está dominado por uma única inteligência, mas no seu interior se assiste à guerra entre duas Organizações de "general intellect" contrapostas e inter-relacionadas. Acostumados com as tradicionais formas representativas do movimento global, não percebemos os novos conflitos produtivos, preocupados muito mais com a guerra, não percebemos a centralidade do conflito. Segundo Manuel Castells, definimos o movimento como uma subjetividade de resistência que não consegue se tornar um projeto. Não percebemos a distância do movimento global do centro da produção capitalista, do centro da produção do real. E parafraseando Paolo Virno [Paul Virilio?], dizemos que já há demais política nas novas formas produtivas, para que a política de movimento ainda possa desfrutar de uma autônoma dignidade. [1] O '77 (não somente o italiano, pensamos também na estação punk), verificou o fim do paradigma "revolução" por aquele de movimento, abrindo os novos planos de conflito da comunicação, dos meios de comunicação, da produção de imaginário. Nesses dias estamos descobrindo também que o formato "movimento" deve ser superado. A favor, provavelmente, daquele de network. Três tipos de ação que no século XIX eram bem distintas - trabalho, política e arte - agora se integraram em uma mesma atitude e são centrais em cada processo produtivo. Para trabalhar, fazer política e produzir imaginário hoje são necessárias competências híbridas. Isso significa que somos todos trabalhadores-artistas-ativistas, mas significa também que as figuras do militante e do artista estão superadas e que tais competências se formam em um espaço comum que é a esfera do intelecto coletivo. O general intellect é o patriarca de uma família de conceitos cada vez mais numerosos e discutidos: economia do conhecimento, capitalismo cognitivo, inteligência coletiva, intelectualidade de massa, trabalho imaterial, cognitivismo, sociedade de informação, classe criativa, compartilha dos conhecimentos, pós-fordismo. Nos últimos anos, o léxico político se enriqueceu de instrumentos relacionados uns aos outros, os quais observamos nos perguntando para que servem exatamente. Por uma questão de simplicidade, concordamos somente com os termos herdeiros de uma abordagem iluminística, angélica, quase neognóstica. A realidade é muito mais complexa e esperamos que novas formas reivindiquem o papel que ao interior da mesma arena cabe a desejo, corpo, estética, biopolítico. E lembramos também a querela trabalhadores cognitivistas versus precários, duas caras da mesma medalha que os precogs de Chainworkers sintetizam, dizendo que: "os primeiros são networkers, os segundos networked; os primeiros brainworkers, os segundos chainworkers; os primeiros seduzidos e depois abandonados pelas empresas e mercados financeiros; os segundos envolvidos e flexibilizados pelos fluxos apátridas do capital global". [2] A questão é que estamos à procura de um novo ator coletivo e de um novo ponto de aplicação da enferrujada classe revolucionária. O sucesso do conceito de multidão reflete também a atual desorientação. O pensamento crítico procura continuamente forjar o ator coletivo que encarne o espírito dos tempos e a história é repercorrida reconstruindo-se as formas relativas a cada paradigma de ação política: o ator social mais ou menos coletivo, a organização mais ou menos vertical, o fim mais ou menos utópico. Proletariado e multidão, partido e movimento, revolução e auto-organização. Hoje em dia, imagina-se que o ator coletivo seja o general intellect (ou como se queira chamá-lo), a sua forma é a rede, o seu objetivo a constituição de um plano de autonomia e autopoiese, o seu campo de ação o capitalismo cognitivo espetacular biopolítico. Aqui não falamos de multidão, por ser um conceito ao mesmo tempo demasiado nobre e inflacionado, herdeiro de séculos de filosofia e veiculado com muita freqüência pelos megafones das manifestações. O conceito de multidão foi mais útil como exorcismo das pretensões de identidade do movimento global do que como instrumento construtivo. A pars construen caberá ao general intellect: filósofos como Paulo Virno, quando precisam reencontrar o terreno comum, o ator coletivo desaparecido, reconstroem a inteligência Coletiva ou a Cooperação como propriedade emergente e constitutiva da multidão. Em outra lenda paranóica, imaginamos que a tecnologia seja a última herdeira de uma saga de atores coletivos gerados pela história, como uma boneca matryoshka: religião - teologia - filosofia - ideologia - ciência - tecnologia. Para dizer que nas tecnologias de informação e de inteligência se estratifica a história do pensamento, mesmo se daquela saga lembramos somente o último episódio, ou seja, a rede que encarna os sonhos da geração política precedente. Como chegamos a esse ponto? Estamos no ponto de convergência de diversos planos históricos. A hereditariedade das vanguardas históricas da síntese entre estética e política. As lutas do '68 e do '77 que abrem novos planos de conflito fora das fábricas e dentro do imaginário e da comunicação. A hipertrofia da sociedade do espetáculo e da economia do logo. A transformação do trabalho assalariado fordista no trabalho autônomo precário pós-fordista. A revolução informática e o advento da internet, da net economy e da network society. A utopia secularizada em tecnologia. O mais alto exercício de representação que se torna produção molecular. Há aqueles que percebem o momento atual como um vivaz network mundial, os que o vêem como uma nebulosa indistinta, outros como uma nova forma de exploração, ou ainda como oportunidade. Hoje, a densidade alcança a massa crítica, forma uma classe radical global sobre a intersecção dos planos do ativismo, da comunicação, da arte, da tecnologia de rede, da procura independente. O que significa sermos produtivos e voltados a projetos, abandonar a mera representação do conflito e as formas representativas da política? Há uma metáfora hegemônica difundida no debate político, no mundo da arte, na filosofia, na crítica dos meios de comunicação, na cultura de rede: o software livre. Ele é citado no fim de cada evento que se ponha o problema do que fazer (mas também em artigos de marketing estratégico.), enquanto a metáfora gêmea open source contamina cada disciplina: arquitetura open source, literatura open source, democracia open source, cidade open source. Os softwares são máquinas imateriais. A metáfora free software é demasiadamente fácil devido à sua imaterialidade, que freqüentemente não consegue produzir atrito com o mundo real. Embora saibamos que é algo de bom e justo, nos perguntamos, polemicamente: o que mudará quando todos os computadores do mundo usarem free software? O aspecto mais interessante do modelo free software é a imensa rede de cooperação que foi criada entre os programadores em escala mundial, mas quais são os outros exemplos concretos que podemos dar para propor novas formas de ação no mundo real e não só no âmbito do digital? Nos anos '70, Deleuze e Guattari tiveram a intuição do mecânico, introjeção / imitação da forma produtiva industrial. Finalmente, um materialismo hidráulico que falava de máquinas com desejos, revolucionárias, celibatárias, de guerra, e não de representações e ideologias. [3] Deleuze e Guattari tiraram a máquina para fora da fábrica, agora cabe a nós tirá-la para fora da rede e imaginar a geração pós-internet. O trabalho cognitivo produz máquinas, máquinas de todo tipo, não só software: máquinas eletrônicas, máquinas narrativas, máquinas publicitárias, máquinas midiáticas, máquinas de interpretação, máquinas psíquicas, máquinas sociais, máquinas de libido. No século XIX, a definição de máquina indicava um dispositivo para a transformação de energia. No XX, a máquina de Turing - na base de cada computador - começa a interpretar a informação na forma de seqüências de 0 e 1. Para Deleuze e Guattari, ao contrário, a máquina desejante produz, corta, compõe fluxos e sem interrupções produz o real. Hoje, entendemos por máquina a forma elementar do general intellect, cada nó do network da inteligência cognitiva, cada dispositivo material ou imaterial que encadeia organicamente os fluxos da economia e dos nossos desejos. Em um nível superior, a própria rede pode ser considerada uma mega-máquina de assemblage de outras máquinas, e até mesmo a multidão se torna mecânica, como escrevem Hardt e Negri em Império: "A multidão não só usa as máquinas para produzir, mas ela mesma se torna, contemporaneamente, cada vez mais maquinal. Da mesma forma, os meios de produção são sempre mais integrados nas mentes e nos corpos da multidão. Nesse contexto, a reapropriação significa o livre acesso e controle do conhecimento, da informação, da comunicação e dos afetos, enquanto meios primários da produção biopolítica. O simples fato de que essas máquinas produtivas tenham sido integradas nas multidões não significa que essas últimas sejam capazes de controlá-las; ao contrário, tudo isso torna a alienação bem mais odiosa e corrupta. O direito à reapropriação é o direito da multidão ao autocontrole e a uma autônoma auto-produção". [4] Em outras palavras, já foi dito que no pós-fordismo, a fábrica saiu da fábrica, que a sociedade inteira se tornou uma fábrica. Uma multidão já maquinal sugere que o derrubamento do atual sistema de produção em um plano de autonomia seja possível graças a uma crise de rins, desconectando a multidão do comando do capital. Mas a operação não é de todo fácil, nos termos do tradicional moto "nos reapropriarmos dos meios de produção". Porque? Se é verdade que hoje o principal instrumento de trabalho é a cabeça e que, portanto, os trabalhadores podem imediatamente se reapropriarem do meio de produção, é igualmente verdade que também o controle e a exploração da sociedade se tornaram imateriais cognitivos reticulares. Não só se acresceu o general intellect das multidões, como também aquele do império. Os trabalhadores armados com seus computadores podem se reapropriar dos meios de produção, mas colocando o nariz fora do desktop se encontram lado a lado a um Godzilla que não tinham previsto, o Godzilla do general intellect inimigo. As meta-máquinas sociais estatais econômicas às quais nós, seres-humanos, estamos conectados como próteses, estão dominadas por automatismos conscientes e inconscientes. As meta-máquinas são gerenciadas por um tipo particular de trabalho cognitivo que é o trabalho político administrativo gerencial, o qual projeta, organiza, controla em vasta escala, uma forma de general intellect que nunca consideramos no passado, cujo príncipe é uma figura que aparece em cena na segunda metade do século dezenove: o gerente ou manager. Como lembra Bifo, citando Orwell em seu ensaio O totalitarismo Tecno-administrativo de Burnham a Bush, no mundo pós-democrático (ou, se preferirem, no império) são os gerentes que assumiram o comando:

"O capitalismo está desaparecendo, mas o socialismo não o substitui. O que está nascendo é um novo tipo de sociedade planificada e
centralizada que não será nem capitalista nem democrática.
Os governantes serão aqueles que controlam efetivamente os meios de
produção
, isto é, os executivos, os técnicos, os burocratas e
os militares
, unidos sob a categoria de gerentes,
administradores ou managers
. Eles eliminarão a velha classe
proprietária
, esmagarão a classe operária e organizarão a sociedade de modo a manter em suas mãos o privilégio
econômico
. Os direitos de propriedade privada serão abolidos, mas não por isso será estabelecida a
propriedade comum
. Não existirão mais pequenos estados independentes,
mas grandes super-estados concentrados em torno dos centros industriais da Europa, Ásia e América, e esses
super-estados combaterão entre si. Essas sociedades serão fortemente hierárquicas com uma aristocracia do talento no vértice e uma massa de semi-escravos na base."
(George Orwell, Second Thoughts on James Burnham, 1946). [5]

Citamos no início as duas inteligências que se enfrentam no mundo e as formas nas quais se manifestam. A multidão funciona como uma máquina porque se reduziu a um esquema, a um software social, concebido para a exploração de suas energias e de suas idéias. Assim, os tecno-gerentes ou tecno-managers (públicos, privados e militares) são aqueles que, inconscientemente ou não, projetam e controlam máquinas feitas de seres humanos 'assemblados' uns aos outros. O general intellect gera monstros. Em confronto com a penetração da tecno-administração neoliberal, a inteligência do movimento global é pouquíssima coisa. O que fazer? É necessário seja inventar máquinas virtuosas revolucionárias radicais nos pontos cruciais da rede, seja enfrentar o general intellect que administra as meta-máquinas imperiais. E antes de começar, tomar consciência da densidade de "inteligência" que se condensa em cada mercadoria, organização, mensagem, mídia, em cada máquina da sociedade pós-moderna. Don't hate the machine, be the machine. Como transformar a compartilha dos conhecimentos e saberes, dos instrumentos e dos espaços em novas máquinas produtivas radicais revolucionárias, além do excessivamente celebrado free software? É o mesmo desafio que há um tempo se preanunciava: reapropriar-se dos meios de produção. A classe radical global conseguirá inventar máquinas sociais que saibam desafiar o capital e funcionar como planos de autonomia e autopoiese? Máquinas radicais que saibam enfrentar a inteligência tecno-administrativa e as meta-máquinas imperiais escalonadas à nossa volta? A peleja multidões contra império se torna o combate das máquinas radicais contra os tecno-monstros imperiais. Por onde devemos começar a construir essas máquinas?

Matteo Pasquinellimat AT rekombinant.orgBologna, fevereiro de 2004Web + PDF:

www.rekombinant.org/article.php?sid=2257----1. Paolo Virno, Grammatica della moltitudine, Derive Approdi, Roma 2002.2. Chainworkers, Il precognitariato. L'europrecariato si è sollevato, 2003, publicado em www.rekombinant.org/article.php?sid=2184. ver também www.chainworkers.org e www.inventati.org/mailman/listinfo/precog.3. Gilles Deleuze, Felix Guattari, L'anti-Edipo, Einaudi, Torino 1975; ed. orig. L'anti-Oedipe, Les Éditions De Minuit, Paris 1972. 4. Michael Hardt, Antonio Negri, Impero, Rizzoli, Milano 2002; ed. orig. Empire, Harvard University Press, Cambridge MA 2000.5. Franco "Bifo" Berardi, Il totalitarismo tecno-manageriale da Burnham a Bush, 2004, publicado em www.rekombinant.org/article.php?sid=2241.Valeu mesmo, Sílvio!!!AbraçosRicardo

Bibli-ou-teca: Cultura digital e desenvolvimento

Cultura digital e desenvolvimento
Aula Magna proferida pelo ministro Gilberto Gil na USPNova-e. Brasil, 10 de agosto de 2004.

Este é "aquele" texto que começa assim: "

"Nada mais anti-xenófoba, anti-autoritária, anti-estalinista, anti-burocratizante, anti-centralizadora, anti-leviana, anti-estatizante,
anti-dirigista, anti-controladora, anti-intervencionista, anti-concentracionista, anti-soviética, e por isso mesmo profundamente democrática e transformadora, do que as experiências de software livre, do que os projetos de inclusão digital, do que a própria Internet."

...fica assim:

"Nada mais anti-xenófoba, anti-autoritária, anti-estalinista,
anti-burocratizante, anti-centralizadora, anti-leviana, anti-estatizante,
anti-dirigista, anti-controladora, anti-intervencionista,
anti-concentracionista, anti-soviética, e por isso mesmo profundamente
democrática e transformadora, do que as experiências de software livre, do que
os projetos de inclusão digital, do que a própria Internet."

a

"Atuar em cultura digital concretiza essa filosofia, que abre espaço para
redefinir a forma e o conteúdo das políticas culturais, e transforma o
Ministério da Cultura em ministério da liberdade, ministério da criatividade,
ministério da ousadia, ministério da contemporaneidade. Ministério, enfim, da
Cultura Digital e das Indústrias Criativas."

... e termina assim:

"As tecnologias digitais potencializam esse movimento, ao democratizar a circulação da informação. Do ponto de vista ambiental, reduzem o papel dos meios físicos de armazenamento, transporte e difusão de conteúdos, sem sobrecarregar o meio ambiente. Através de programas como a inclusão digital, uma política pública de cultura contemporânea pode ser não apenas compensatória ou inclusiva no sentido tradicional, mas geradora de empregos, renda e felicidade, e, portanto, de um desenvolvimento que, este sim, mereceria dois adjetivos sincronizados: sustentado e positivo.
Este sentido afirmativo deve ser instituído não através de regulamentações, mas de regulações, sempre atentas ao contexto, sempre flexíveis, dinâmicas, que resultem da intensa e constante negociação entre os agentes econômicos, os poderes públicos e os grupos sociais."

Querendo ver a íntegra do texto? http://www.lainsignia.org/2004/agosto/cyt_001.htm



PROJETO DE EXTENSÃO CAPIXABA DECRETA FALCATRUA EM SÃO PAULO!

Cine Falcatrua em festival internacional de midia ativista

Projeto de extensão da UFES desembarca em São Paulo para o Digitofagia

Vai ser um sem-fim de cabos, plugs, caixas de som, gabinetes de computador, computadores sem gabinete, projetores, telas, lentes, luzes pra compor o cenário de imagem, som e principalmente AÇÃO.
O Cine Falcatrua foi um dos convidados para participar do festival Digitofagia, que vai reunir de 18 a 24 de outubro no MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo, grupos de todo o Brasil que pensam, produzem e agem utilizando as possibilidades das novas tecnologias de mídia para o ativismo político/artístico.
O festival trata justamente da apropriação dessas novas tecnologias e a sua adaptação à realidade brasileira; daí nome e o conceito de Digitofagia: uma referência direta ao Movimento Antropofágico, surgido dentro do movimento Modernista Brasileiro, e retomado na década de 60 pelos Tropicalistas. A idéia aqui é essencialmente a mesma, mas agora o que tem a ser devorado são os usos das novas mídias com as práticas ativistas e de Mídia Tática, nacionais e internacionais, adaptadas ao "jeitinho brasileiro".

Serão 3 dias nos quais os grupos participantes trabalharão na preparação dos chamados Projetos de Colaboração (diferentes grupos se unindo para criar projetos em conjunto) e mais outros 4 dias abertos ao público. Acontecerão também debates, oficinas, e intervenções artísticas pela cidade.

A participação do Cine Falcatrua se dará com um debate, uma oficina, um projeto de colaboração, e o que mais surgir na hora com as muitas possibilidades e disponibilidades do evento. Quem sabe, não acontece uma sessão de cinema bem Falcatrua, em algum lugar de São Paulo?

(cc rodamelo)


Links do Yahoo! Grupos
acesse:http://br.groups.yahoo.com/group/cinefalcatrua/




Inauguração blogogística

Dou por fundado o primeiro blogue Cultura Viva, no ano da Graça... quer dizer, no ano de começar a pensar em (e poder fazer) cultura de graça, ou quase. Enquanto estamos articulando um site mais organizado, vou tentar concentrar aqui um "painel" de informações (cronogramas, nomes e equipes, repercussão na mídia, etc.). Dessa forma, acho que podemos facilitar o acesso a informações que ajudem a efetivar aproximações entre interessados em participar ou beneficiar-se com as ações do Programa Nacional de Cultura "Cultura Viva".

Ainda não sei bem que tom devo usar pra escrever esse troço, chego pensando que quem quer catar folha em vendaval tem que ficar 'shperto, certo? Não sei se já tem mais gente começando a falar sobre o Cultura Viva, ou sobre o Programa Nacional de Cultura, afinal a coisa toda ainda tá sendo parida, ainda vai ter que sair da maternidade e ralar muito pra aprender a andar com as próprias pernas...

Bom, como eu ia dizendo, talvez já estejam rolando outros blogues sobre o Cultura Viva e sobre os Pontos de Cultura; não seria causo de a gente começar a trocar impressões (e tráfego, e visibilidade para nossos projetos...), encontrar temas, explorar possibilidades?


Vou por aí, dar uma volta. Havendo novidades, chego di-novo na áurea.

Inté,
Orlando Lopes