FAKETOWN -- um mundo além do arco-íris

Você sabe onde fica FakeTown? Não adianta ter GPS, não adianta procurar no GoogleEarth, não adianta procurar em nenhum Atlas. Ainda assim, pra que você se localize, pense que FakeTown fica à direita de Tlön e à esquerda de Uqbar. E, enfim, sendo um lugar que nunca está, talvez seja um lugar que nunca será.

10.18.2004

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS
I SEMINÁRIO SOBRE O AUTOR CAPIXABA

18 a 22 de outubro de 2004
Local: Departamento de Línguas e Letras, UFES

da Justificativa:

"O presente seminário tem várias finalidades que o justificam.
Em primeiro lugar, trata-se de iniciativa pioneira no sentido de desenvolver um amplo mutirão de análise da literatura produzida (sobretudo hoje) no Espírito Santo, com tratamento acadêmico aprofundado de cada tema.
Em segundo lugar, pretende-se atrair para o estudo da obra de autores capixabas alguns graduados do programa de mestrado da Ufes (e quem sabe de outras instituições), levando-os a aplicar à análise da produção local os conhecimentos ali adquiridos.
Em terceiro lugar, espera-se que essa experiência possa criar, nesses estudiosos, o hábito de esquadrinhar a produção local em trabalhos ulteriores, e também, pelo exemplo e pelo apelo, influenciar outros estudiosos a seguir-lhes o exemplo.

Assim, o presente seminário tem como propósito básico não só promover um fórum de reflexão e debate sobre a literatura local como também estimular a criação de uma vertente permanente de análise dessa literatura, com responsabilidade mas sem bairrismo nem ufanismo. Pretende-se, também, evidenciar com este projeto que a análise crítica é um processo reciprocamente enriquecedor: tanto se beneficia o autor estudado quanto o crítico que o estuda."


Da Programação:

Segunda, 18
Manhã (9h) Oscar de Almeida Gama Filho Metacrítica
Tarde (14h) Poesia contemporânea 1
Inês Aguiar dos Santos Neves Oscar Gama Filho
Pedro Antonio Freire Orlando Lopes
Sara Novaes Rodrigues Roberto Almada

Noite (19h) Mesa de autores 1 (poesia)

Miguel Marvilla, Orlando Lopes e Waldo Motta

Pra encerrar fazendo-jabá:

O retorno do sacana Orlando Lopes: aumentando o leque dos convivas

PEDRO ANTONIO FREIRE
Mestrando em Estudos Literários (UFES)

No capítulo anterior, “O sacana Orlando Lopes numa homenagem à trois” (trabalho apresentado no II Congresso Vale a Escrita – PPGL/UFES), o flerte proposto – o poeta, a poesia e a crítica literária – não passou de um intróito a respeito dessa “ré-lação”, pra lá de efêmera. Agora, com um pouco mais de leituras sobre esses corpus ardentes, este pretende alcançar um número maior de interlocutores para aprofundar-se no ritmo dissoluto do livro Hardcore blues: apocalyptic songs, de autoria do próprio, como uma “fábula gótica” pós-moderna de esbarros e esporros entre personas camaleônicas: signos em rotação e transla(da)ção.